Espiritismo e Psiquê




6 de mar de 2012

Transtornos Neuróticos - Neuroses


     Queridos leitores, cabe ressaltar que esta postagem são meus resumos pessoais de citações sobre o livro acima (que recomento para quem quiser aprofundar a leitura), sendo, portanto, a autoria do conteúdo creditada aos espíritos comunicantes, através da psicografia de Divaldo P. Franco.
     A primeira parte do livro chama-se Transtornos Neuróticos. É composto por dois artigos, o primeiro, intitulado Neuroses, é de Carneiro de Campos, e o segundo, Causas Profundas de Transtornos Neuróticos, é de Joanna de Ângelis.
    

     Neuroses

     O alto e crescente número de neuroses na Terra justificam seu estudo e o exame de suas causas e consequências.
     A neurose apresenta "surpreendente número de vítimas, ora avassalando o mundo civilizado e ameaçando a estabilidade da razão".
     No problema da neurose, em suas raízes profundas, há que considerar de imediato o neurótico em si mesmo, não apenas no aspecto réprobo.
     A neurose vem merecendo cuidadosos estudos e debates para que se localizem os fatores que produzem, as perturbações do sistema nervoso, considerando-se a falta de lesões anatômicas mais graves.
     Para Freud, há neuroses em que há desequilíbrios fisiológicos ao lado de perturbações meramente psicológicas, apesar de transitórias, e psiconeuroses que são determinadas pelas "fixações da infância" em regressões inconscientes. No primeiro grupo, estão: neuroses de ansiedade, a neurastenia, a hipocondria e as de ascendência traumática. Na segunda classe, aparecem: as de ordem histérica, ansiosa, conversiva, os perturbantes estados obsessivos e convulsivos.
     Surgem também as neuroses mistas, (...) síndrome que assume um caráter real, por serem dores neuróticas, semelhantes às de ordem física (medos, paralisias, movimentos desconexos, distúrbios múltiplos e outros).
     Estudiosos argumentam que as neuroses podem possuir: fatores genéticos, impositivos da sociedade (tensão), tecnicismo desesperador, todavia quase a totalidade se esquece da problemática espiritual do alienado pela neurose.
     O neurótico é, antes de tudo, um espírito em "processo purificador". A sua psicosfera impõe, nos elementos orgânicos, distonias e desarmonias, que mais tarde se refletirão em forma de alienação, como decorrência de seu estado interior, como espírito desajustado.
     Não podemos esquecer que durante a vida vários fatores podem influenciar (frustrações, problemas familiares, inseguranças, etc) os transtornos neuróticos.
      A neurose é um campo amplo e variado, tendo-se em vista a consciência do problema pelo paciente e a sua falta de forças para superá-lo.
      Ao par desses fatores, ocorrem outros na esfera psicológica, como a parasitose espiritual: é o processo obsessivo de longo curso.
      Outro fator importante é sobre a religião. O autor diz que a religião dá subsídios para o equilíbrio do neurótico, como: disciplina, virtudes cristãs e reforma íntima.
     A terapia medicamentosa é benéfica por um lado, mas, por outro, pode danificar os tecidos mais sutis da organização psicológica, produzindo distonias de outra natureza, que irão se manifestar, de forma desastrosa no futuro, caso não receba a contribuição espiritualista relevante.
     O neurótico é alguém rebelado contra si mesmo, insatisfeito no inconsciente e contra os outros revoltado, porém, quando é disciplinado pela moral cristã, adquire recursos para o autocontrole. Respeito ao dever, culto ao trabalho, edificação do pensamento, exercícios e ações nobilitantes produzem no homem salutar metodologia de vida, que o impede de tombar, que o levanta da queda e sustenta na caminhada.
     A missão relevante do Espiritismo está em promover superior revolução social na Terra, modificando os conceitos vigentes sobre o homem - espírito eterno em viagem evolutiva - (...) conscientizar, responsabilizar e iluminar a mente humana, eis um método para estancar a onda da neurose atual.

Carneiro de Campos

Sumário:
Réprobo - 1. Condenado; 2. Banido da Sociedade; 3. Malvado; detestado; infame.


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